Retribuição

Uma estúpida qualquer (Diabo) desejou-me um bom Natal da seguinte maneira: “espero que tenhas um bom natal cheio de prendas, principalmente daquelas que não se podem comprar”. Esta pessoa, a qual não quero identificar (Diabo), é a prova física que comprova a existência do Inferno. Mantendo o anonimato da vadia (Diabo) quero também deixar-lhe os meus votos de uma boa época Natalícia. Ó pessoa que não vou identificar (Diabo), espero que tenhas um rico Natal junto de todos os teus amigos, reais e imaginários, especialmente para os imaginários uma vez que devem ser mais e tendo em vista também que o número de amigos reais, zero, te impede que festejes com eles. Olha, o Pai Natal não existe mas, se existisse, certamente se iria esquecer de ti. Eu devia receber prendas que não se podem comprar, prendas “não materiais” mas eu a ti desejo-te precisamente o contrário. Desejo-te um colar bem apertado no pescoço (ler coleira em “um colar”), um carro (de preferência a 90 km/h a passar-te por cima), muitos chocolates (todos do Natal de 1996), um livro (O que é ser Tolinho), uma alface (cheia de merda de pombas com gripe das aves), um par de meias (para usares na cabeça), o jogo Quem é Quem (para jogares com alguém imaginário), uma caixa de Prozac (dá sempre jeito) e cinco minutos sozinha num canto qualquer (é o teu futuro, vale mais ires pensando nisso). Como vês sou muito simpático e desejo-te imensas prendas. Tudo material, e tudo com a esperança que se torne real. Mais do que isto, é difícil desejar. Ainda dizes tu que tenho mau feitio e sou pouco humilde. Dedico-te um texto só para ti…e para os teus amigos imaginários. Espero que tenhas gostado do “Natal dos Hospitais” e espero também que um dia se lembrem de ti e de pessoas como tu e façam o “Natal dos Tolinhos”. Bom Natal.
2 Comments:
Que mau que tu és... não se deseja isso a ninguém e, agora na época d Natal que é tão sensível...era escusado!!!
3:15 da tarde
Oh Diabo...
6:20 da tarde
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